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ALIMENTAÇÃO
E GRAVIDEZ
Isso é importante!
O cálculo de 2.500 calorias, quando recomendado pelo nutricionista, vale para quem está no peso certo e não tem necessidades especiais. Os dois opostos – magrinhas ou gordinhas – vão precisar de uma dieta específica, recomendada pelo obstetra.
Para um bom equilíbrio nutricional, divida o cardápio em seis refeições diárias. Ajuda, ainda, no processo digestivo, aliviando sintomas como o refluxo e a azia, entre outros.
Consulte o nutricionista antes de usar, indiscriminadamente, alimentos light ou diet. Será que são mesmo adequados para você?
O excesso de sal sobrecarrega o funcionamento dos rins, causando retenção de líquido e, conseqüentemente, inchaços nas pernas, nos pés e tornozelos. Prejudica, ainda, a absorção de cálcio pelo organismo. Evite salgar a comida e, é claro, não leve o saleiro para a mesa.
Exagere na água; pelo menos dois litros por dia. Reveze com sucos, chás e vitaminas.
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Consuma, diariamente: |
Quantidade: |
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Leite (desnatado ou integral) |
950ml |
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Queijo |
30g |
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Carne |
300g |
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Ovos |
2 unidades (substitui 1 porção de carne) |
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Fruta (incluindo uma cítrica) |
5 porções |
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Vegetais folhosos |
100g por refeição |
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Legumes |
100g por refeição |
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Cereais (de preferência, os integrais) |
½ xícara |
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Arroz/massa/batata (carboidratos) |
60g por refeição |
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Feijão |
100g |
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Manteiga |
1 colher (chá) |
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Óleo de canola (no cozimento) |
1 colher (sopa) |
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Pão francês (2), fôrma (4), cream crackers (6) |
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Obedeça aos sinais!
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Verde: frutas, legumes, verduras, cereais,
iogurtes.
Amarelo (uso ocasional):
doces, frituras, enlatados, patês e queijos fortes e temperados,
alimentos gordurosos, embutidos (salame, presunto, mortadela, salsicha, etc),
defumados, café, adoçantes artificiais, chás (depende da planta).
Vermelho: alimentos encapsulados, suplementos
vitamínicos e fitoterápicos (sem orientação médica), bebidas
alcoólicas.
Você está engordando na medida certa? O ganho de peso ideal
para a futura mamãe deve estar entre 9 e 12 a 14kg. Portanto, antes de fazer as
contas, converse com o obstetra e pergunte o que ele considera mais indicado
para você. Depois: divida o peso estabelecido por 3; o resultado significa o
número de quilos a ganhar na primeira metade da gravidez; a diferença será o
peso a ganhar na segunda metade da gestação, com uma média mensal equilibrada.
Exemplo:Supondo que você pese 58kg e que a meta seja ganhar 12kg durante toda a
gravidez. divida 12 por 3 = 4; até o quarto mês e meio, deverá pesar 62 kg (58kg
+ 4); os 8 kg restantes serão divididos entre o quarto mês e meio e o nono mês,
com uma média de 1,500 a 1,800kg /mês. (62 + 8 = 70).Lembre-se de que o controle
do seu peso passa pela qualidade e não pela quantidade do que ingere.
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O cardápio certo (e muito gostoso) para os próximos nove
meses.
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Uma alimentação adequada não traz benefícios apenas para o visual da gestante e
sua maior comodidade nos últimos meses. Quando bem elaborado, o cardápio da
grávida tem efeitos diretos sobre o peso do recém-nascido e sua capacidade
física e mental. Do contrário, aumenta a possibilidade de um parto prematuro e o
nascimento de bebê com baixo peso.
Se você pensa que estamos falando em
grandes revoluções, talvez a proposta não seja assim tão ampla. Neste caso,
pequenos detalhes fazem mesmo a diferença. Para começar, que tal adquirir
hábitos saudáveis, não só considerando este tempo de espera, mas para
sempre?
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Mamãe nota dez
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Beba bastante água. Ativa o metabolismo, ajuda a digestão e a absorção dos
alimentos pelo organismo. Sem reclamações: o ideal são 2,5 litros por dia.
Quem transpira demais pode aumentar para 3,5 litros. No verão também vale o
acréscimo.
Sal com moderação. Não queremos dizer que o saleiro deva ir
para o lixo, mas apenas que não vá para a mesa, o que convida ao excesso. Seu
efeito sobre o organismo é cumulativo. Você abusa no primeiro trimestre e não
acontece nada. Isto não significa que, no final da gravidez, não vá
acontecer.
Experimente! O sabor dos
temperos. Tomilho fica ótimo em verduras e frangos. Louro combina com carnes e
ensopados. Um pouco de erva-doce, sálvia e manjericão realça o sabor de sopas e
saladas. Experimente um molho com iogurte desnatado, mostarda e molho inglês. É
muito menos calórico do que a maionese tradicional.
Esqueça! Salame, camarão, salsicha, azeitonas,
bacalhau, paio, presunto, condimentos, molhos enlatados e o de
soja.
Glicose é necessária (mas quem falou só em doces?). Funciona como
uma poderosa fonte de energia para o feto. Certas desse papel, as futuras-mamães
precisam lembrar o quanto é prejudicial ao filho o seu jejum. Aquele que
acontece quando resolvem fazer dietas sem acompanhamento médico.
Experimente! O açúcar da batata-doce, dos
biscoitos (sequinhos e sem recheio) e das frutas em geral.
Esqueça! Para recompor a glicose, não é
necessário comer doces em exagero.
Prefira carnes brancas. São bem
absorvidas pelo organismo, enquanto as vermelhas, especialmente as sangrentas,
tornam-se difíceis de digerir. Faça isso e vai ver como diminui a azia. Coma
muito peixe também.
Além de carnes (250g por dia), ingerir outras
proteínas em boa quantidade. Basta lembrar que 75% do peso seco das estruturas
da maior parte de nosso corpo são constituídos por esta substância. Sua ação se
concentra na construção dos tecidos e no crescimento do feto.
Experimente! Tome 1 litro de leite desnatado,
todos os dias. Queijo, iogurte, coalhada, também entram no cardápio.
Ovo de
galinha? Inteiro, duas vezes na semana: pochê, de preferência. Soja,
castanha-do-pará, pescado e fígado são boas alternativas.
Espinafre,
feijão, beterraba: já comeu hoje? O ferro é o nutriente que transporta oxigênio
das células maternas para as do feto. E, ainda um dos grandes responsáveis pela
respiração celular e pelo desenvolvimento da placenta. Para facilitar a absorção
desta substância vital, consuma alimentos ricos em vitamina C, como laranja,
limão e frutas cítricas, em geral. Muitas vezes, na impossibilidade de se
atingir a quantidade ideal de ferro via alimentação, o obstetra pode receitar
uma complementação, através de comprimidos diários.
Experimente! Também são ricos em ferro: vísceras
(fígado e miolo), peixes, lentilhas, soja, agrião, trigo, aveia. Entre as
frutas: jaca, laranja e banana.
Vitaminas sim, mas ao natural. A B12 é
indispensável na formação dos glóbulos vermelhos. Encontra-se na carne, no
leite, nos ovos e peixes. A D atua sobre os ossos do feto. Grandes fontes säo o
óleo de fígado de bacalhau, gema de ovo, fígado e queijos. A falência de
vitamina E pode desencadear um aborto e malformações fetais. Portanto, abuse de
aveia, fubá, germe de trigo, leite e seus derivados, ovos e banana.
Experimente! Germe de trigo, alface, tomate,
couve-flor e espinafre são ricos em vitamina K. Você vai se beneficiar de seus
efeitos anti-hemorrágicos durante o parto.
Esqueça! Saborosa e efervescente, a vitamina C
tem forte apelo na propaganda. Não se deixe levar: o excesso pode atrapalhar a
estrutura dos aminoácidos formadores dos tecidos do feto. Ainda mais que o ser
humano é capaz de fabricá-la, a partir da ingestão de certos alimentos como
beterraba, brócolis, couve, inhame, rabanete, salsa e frutas em geral. Deixe por
conta do obstetra: cabe a ele orientá-la sobre a complementação de vitaminas e
minerais.
Cálcio e mais cálcio. Dentro ou fora da gravidez, auxilia na
coagulação sangüínea. Junto com o fósforo, ajuda a formar ossos e dentes, atenua
a fadiga muscular, defende contra infecções e contribui para manter o equilíbrio
de ferro no organismo. Sua deficiência na gestação acarreta cáries, cãibras e
inchaços. Está no leite e derivados, nos peixes, trigo, avelãs, amêndoas, feijão
branco, soja e ovo.
Experimente! Se
você tem vômitos intensos, perde uma quantidade grande de potássio por dia. Para
repor, nada melhor do que água de coco, laranja-lima, tomate, hortaliças e mel.
Com este cardápio especial, certamente haverá menos queixas de mal-estar e
fraqueza.
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