Tornar-se mãe: um conto de fadas ou um castelo de culpas?

Posted on agosto 11, 2011 by admin4 Comments

Em cada pré-natal que presencio, até mesmo em meu próprio pré-natal, verifico que a maternidade é sublimada a um estado de magia. As famílias se unem mais e aquela nova vida que chegará traz um ar de renovação, esperança, energia e fé. Com o progredir da gestação, as expectativas crescem juntamente com o ventre; sobram palpites, mimos e delicadezas para com o casal, especialmente para aquela que carrega em si o novo reizinho da situação. Costumo comentar que cada nascimento é, na verdade, um casamento, um grande evento. Em muitos casos, as lembrancinhas são requintadíssimas e muito criativas, os “comes e bebes” que serão servidos na Maternidade vêm em embalagens personalizadas, cheias de fitas e “frufrus”. Ainda que o casal seja mais discreto nas comemorações e seus afins, sempre há motivo para uma boa e salutar confraternização social. E, de fato, até o dia em que a família permanece na Maternidade, tudo se resume a um grande baile de “contos de fada”. A família sai do Hospital multiplicada de “fato e de feto”, levando consigo esta sensação gostosa de que todos serão, dali em diante, “felizes para sempre”.

Essa sensação é muito salutar, porém cria na família uma falsa impressão de que tudo será facil e perfeito. Não quero ser “estraga-prazeres”, mas é minha função advertí-los de que não é bem assim… A maternidades é difícil. A maternidade cansa. A maternidade dói. A maternidade exige trocas importantes, sublimação de muitos desejos. A maternidade não tem hora para dormir nem para descansar. Lembro-me que me sentia como num plantão médico, 24horas por dia, 7 vezes por semana.

O que percebo é que, durante nove meses, a presença de um novo membro na família vai sendo cada vez mais consolidada. Mas não há planejamento desta família em se preparar para o que vem no pacote da maternidade. O resultado é um castelo de culpas e cobranças infundadas. A mãe se culpa pelo cansaço, pela mama que dói, pela irritação que ela sente com o choro constante do bebê. O pai se culpa porque não pode estar tão presente ou porque não têm energia para ajudar a esposa de madrugada, nos cuidados com o bebê. O casal se culpa pois já não há espaço para si na relação. E todo mundo sai culpando a tudo e a todos.

Meu conselho como médica e mãe: tomem como normal o cansaço, a mudança na rotina, a irritação. Não há motivo para culpas. Retomem a harmonia das comemorações dos dias no Hospital, mas de forma consciente. Preparem-se, dialoguem, falem sobre suas angústias e medos. Rejeitem idéias de pessoas que pintam cenários perfeitos de Maternidade e de Super-Pais. Isso não é real. Aconselho, se necessário, acompanhamento de um bom psicólogo, pois ele terá condições de situar você dentro do que é a vida.

Mães, lembrem-se de que a prolactina deixa a Mulher voltada para a cria. Criem, vocês, um espaço para o casal. Pais, lembrem-se de que amamentar cansa e cansa muito. Entendam suas esposas e se ofereçam para ajudá-las, dentro do que for possível. FamíliasEu e minha pequena Sophie, respeitem-se, dialoguem, procurem ajuda especializada, vejam a vida pós-parto como ela é: difícil, porém uma fase. O difícil compartilhado e planejado torna-se mais fácil.

Aproveitando: um feliz dia dos pais!

Ao meu pai, Afonso, meu eterno amor.

 

Renata

 

 

Uso de Anticoncepcional contendo Drospirenona está sendo mal avaliado pelo FDA

Posted on junho 1, 2011 by adminNo Comments

Caras Pacientes,

Como membro da Sociedade Americana De Medicina Reprodutiva, recebo mensalmente boletins informativos e comunicados que a Sociedade considera importante. Este comunicado chamou-me a atenção, pois trata-se de uma polêmica gerada em torno de uma medicação que tenho o hábito de prescrever à muitas de vocês.  Não serei deselegante com o Laboratório em divulgar seu nome, mas divulgarei seus princípios ativos e o link do comunicado para que tenham acesso a este material. Trata-se de uma pílula hormonal contraceptiva com etinilestradiol e drospirenona. O principio ativo questionado é a drospirenona. O Food and Drug Administration (FDA) e o European Medicines Agency (EMA) verificaram, através de vários trabalhos, que esta substância aumenta o risco de liberação de coágulos sanguíneos e de acidente vascular cerebral. Nenhum consenso, entretanto, foi estabelecido, ainda que tais entidades alertem para a importância destes achados.

Fica claro para mim que, diante de tantas outras opções, até que tudo esteja devidamente elucidado, não há porque correr riscos. Oriento, portanto, que entrem em contato comigo por email ou por celular, ou pelo blog, ou em consulta, para que em lendo seus prontuários eu possa realizer a devida substituição. Oriento também que divulguém às suas amigas, para que procurem seus ginecologistas.  Segue o link: http://www.fda.gov/Drugs/DrugSafety/PostmarketDrugSafetyInformationforPatientsandProviders/ucm257175.htm

Meus contatos: renata@engravide.com.br    clínica: (011)3231-5545   cel(Clínica)78871311    www.engravide.com.br/blog


Um grande abraço,


Renata


Projeto: Tornar-se Mãe. Orientações aos relatos.

Posted on maio 19, 2011 by adminNo Comments

Agradecemos a todas as pessoas que entraram em contato conosco através do email contato@engravide.com.br. Seguem as instruções para seus relatos:

Procurem escrevê-los num momento de calma, e não se importem com estruturas gramaticais. Escrevam com fluência, deixem sua alma e seu coração expressarem-se. Foquem sua emoção, suas dores, suas dúvidas, suas alegrias, seus medos, suas satisfações.

Um termo de consentimento pré-informado (TCPI) será enviado a vocês via email. Deve ser lido antes e assinado. No final  do projeto, entraremos em contato com as autoras dos textos selecionados, e então solicitaremos este TCPI assinado e com firma reconhecida.

Pedimos que divulguem nosso projeto. Ele tem por objetivo criar um instrumento de ajuda a novas pacientes que passarão por tratamentos em Medicina Reprodutiva como vocês passaram. Quantas vezes vocês tiveram medos, angústias, dúvidas, tristeza, sem saber com quem compartilhar? Quantas vezes vocês se pergutaram se valia a pena passar por tudo isso? Quantas de vocês têm estas respostas? Todos juntos somo mais fortes, não?

 

Um abraço,

 

Renata e Liliana

Pesquisas apontam alternativa simples para melhorar resposta ovariana.

Posted on abril 24, 2011 by adminNo Comments

Olá a todos!

A ciência não tem medido esforços para encontrar altenativas que permitam driblar o efeito negativo que a idade exerce aos ovários.

Sabemos que ao longo dos anos, especialmente após os trinta e cinco, há uma queda constante no número de óvulos e isso acaba sendo um fator determinante para dificultar a gestação em muitos casais que adiam a maternidade. Outros fatores como estilo de vida, tabagismo, exposição a agentes poluentes, má alimentaçào etc também contribuem para acelerar a diminuição da  chamada reserva ovariana, isto é, a quantidade de “matéria prima” disponível para se transformar em óvulos.

A boa notícia é que um protocolo muito simples e muito barato foi testado com sucesso por uma universidade de renome na Korea do Sul. Este trabalho foi publicado na revista Fertility and Sterility, em Fevereiro de 2011, nas paginas 679 a 683. 

Pacientes pobre respondedoras são definidas como aquelas que, em um ciclo de estimulação ovariana controlada,  não conseguem produzir, a despeito de qualquer dose admnistrada de medicamentos, mais que 3 folículos maiores ou iguais a 16mm, e que têm, por consequência menos de tres óvulos por captação, em um ciclo de fertilização in vitro (FIV). Neste estudo, 110  pacientes pobre respondedoras foram randomizadas em dois grupos, sendo um grupo controle e outro grupo submetido a 21 dias de tratamento com aplicação transdérmica de testosterona  no ciclo precedente à estimulação ovariana controlada para FIV.

Como resultado, o que se obteve foi que o grupo estudado apresentou maior número de oócitos captados, maior número de oócitos maduros, maior número de oócitos fertilizados, maior número de embriões de boa qualidade e maior número de gravidez por ciclo iniciado. Também, observou-se que esse grupo utilizou menos medicação e por um número menor de dias para se obter tal resultado, o que significa, além de tudo, uma economia financeira importante.

No Brasil, a apresentação transdérmica da testosterona não existe pronta e deve ser formulada. A Clínica Engravide entrou em contato com um Laboratório Farmacêutico adequadamente certificado, para estudar a viabilidade de se manipular, seguramente, a testosterona segundo este protocolo. Aplicaremos a testosterona transdérmica em nossas pacientes com baixa resposta ovariana como uma arma a mais para viabilizar a gestação, antes de pensarmos em outras alternativas.

Um grande abraço,

 

Renata.

A Reprodução Independente e as Novas Estruturas Familiares.

Posted on março 30, 2011 by admin4 Comments

Olá a todos!

O avanço na Medicina Reprodutiva abriu um leque de novas opções para o planejamento da concepção, muitas delas cultural e filosoficamente questionáveis. Entretanto, é um novo nicho de necessidades que surgem com a vida moderna e, devemos analisá-las com bom senso e parcimônia. É fato que a estrutura familiar tem suma importância na vida de uma criança, como é fato que a figura materna e a figura paterna desempenham papéis fundamentais na formação do indivíduo. Ora, então devemos ser contra a Reprodução Independente?

Eu defendo que não, e convido a uma reflexão aberta deste assunto. Será que uma mãe ou um pai amoroso, por si só, não é capaz de oferecer uma estrutura familiar adequada a uma criança? Será que essa criança não pode ser suprida por um bom pai ou uma boa mãe de todos os elementos necessários a uma boa formação de caráter, e que esta figura não possa ser ao mesmo tempo criador, educador e provedor ?

Vejo tantas famílias desestruturadas, vejo tantas mães e pais solteiros bem resolvidos…Penso que a questão da unidade familiar deva ser, então, analisada individualizadamente. Penso que deva ser qualificada e não quantificada. O que é melhor para a criança? Um casal às avessas com desrespeitos mútuos, ou uma mãe, um pai, que desejou profundamente ter um filho e se planejou para tal, respeitando sua incapacidade de conviver em casal?

Um abraço,

 

Renata

 

O Mascotinho da Clínica Engravide já tem nome!

Posted on novembro 1, 2011 by adminNo Comments

Gostaríamos de agradecer imensamente a participação de todos vocês na escolha do nome do Mascotinho Da Clínica Engravide, este simpático coelhinho que aparece de vez em quando em nosso site, em nossas páginas do facebook e das demais mídias sociais que participamos. Quando escolhemos o Coelho como Mascote, nossa intenção foi remeter à fertilidade, portanto inicialmente pensamos que as pessoas escolheriam nomes que lembrassem fertilidade. Porém, para nossa surpresa, a grande maioria de nomes que nos foi encaminhada remetia à fé, força, persistência, esperança. E, com este concurso, pudemos detectar que as pessoas envolvidas no processo da Medicina Reprodutiva, quer sejam elas pacientes, parentes ou amigos, estão buscando exatamente esses elementos para dar uma sustentação mais acolhedora e menos pragmática ao já tão cansativo processo artificial de se tentar uma gestação. A Clínica Engravide compartilha esta idéia. A Clínica Engravide também acredita que podemos aliar conhecimento científico e tecnológico à fé, otimismo, bons pensamentos. Humanizar e acolher, nós somos um time!

É por isso, que com muito orgulho, hoje, nós anunciamos que o nome do nosso Mascotinho é:   “FAITH”.

E que a ganhadora do concurso foi a Sra. Adriana Nogueira. Parabéns Adriana pela grande sensibilidade!

 

Todas as vezes que Faith aparecer, lembrem-se de que O TRATAMENTO ALIADO À FÉ PODE DAR MAIS CERTO

Um abraço afetuoso,

 

Renata de Camargo Menezes


 

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Embalagens plásticas e enlatados podem prejudicar fertilidade e crianças.

Posted on outubro 22, 2011 by adminNo Comments

Recentemente fui surpreendida por um manifesto feito pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia alertando-nos sobre os efeitos nocivos da substância Bisfenol-A (BPA). Este material está presente em latas de refrigerantes, garrafas pet, algumas mamadeiras, algumas garrafas do tipo squezze e grande parte dos recipientes plásticos que usamos para acondicionar alimentos. Neste manifesto, a preocupação apoiava-se em uma série de trabalhos que mostravam índices elevados de BPA na corrente sanguínea e correlacionavam tais índices a alterações de estatura, menarca, sexualidade das crianças. Aos interessados, sugiro acessar ao site da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, no link que segue:

http://www.endocrino.org.br/diga-nao-ao-bisfenol/

 

Por se tratar de substância de ação que imita a atividade estrogênica, houve também muita preocupação em se estudar quais os efeitos do BPA sobre a fertilidade. Em Julho de 2011, a revista americana Fertility and Sterility publicou artigo que demonstra a presença de BPA em líquido amniótico, corrente sanguínea, e líquido folicular (líquido que se encontra no interior do folículo, que é onde fica o óvulo). Ao contrário da ação pró-estrogênica que o BPA demonstra exercer nas crianças e células cancerígenas estrógeno-dependentes, ele parece agir diminuindo a ação estrogênica que estimula o crescimento oocitário, isto é, reduzindo a capacidade ovariana de produzir óvulos. O artigo ressalta que mais estudos são necessários para uma conclusão definitiva, mas nos orienta que devemos tomar medidas cautelares preventivas.

 

Portanto, é nosso dever orientar que:

 

  • Pessoas em geral, mas principalmente crianças e pacientes em tratamento para engravidar e gestantes evitem beber refrigerantes, água ou sucos enlatados ou em garrafas pet. Troque-os por embalagens de vidro, ou na ausência, por embalagem longa-vida.
  • O mesmo vale para produtos alimentares enlatados ou armazenados em embalagens pet;
  • Troquem seus recipientes acondicionadores de alimentos e líquidos por embalagens de vidro ou de plástico que apresentem a especificação BPA-free ou um triângulo com o algarismo 5 no meio, indicando que está livre de BPA.
  • Cuidado: embalagens de refrigerantes e águas trazem o rotulo BPA-free, mas o vasilhame não segue a mesma especificação.

Nosso objetivo é sempre o de orientar, trabalhando preventivamente, e jamais causar pânico. Acreditamos que em breve, se pressionarmos as devidas instituições, tal substância não mais fará parte de nossa rotina e isso será apenas uma página virada de nossa História. Estamos ao seu dispor para quaisquer dúvidas. Você é sempre bem vindo!

 

Um grande abraço,

 

Dra. Renata de Camargo Menezes

CRM. 99227

Diretora da Clínica Engravide de Medicina Reprodutiva

 

 

 

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Projeto: Tornar- se Mãe.

Posted on maio 12, 2011 by No Comments

A Clínica Engravide e a Dra. Liliana Seger, professora e psicóloga com Doutorado em Psicologia da Reprodução, estão coletando histórias sobre mães que tiveram dificuldades em engravidar, sobre mulheres que ainda estão em tratamento de Reprodução Assistida, e aquelas que, por motivos diversos, não puderam continuar nesse processo. As interessadas em participar devem encaminhar seus textos para contato@engravide.com.br. Os textos podem ser livres e devem conter no final dados para contato: telefone e email. Haverá uma seleção dos melhores textos e uma analise detalhada do conteúdo obtido. Dados pessoais como nome e outro detalhes serão modificados e mantidos em sigilo. Com seus relatos, vocês estarão ajudando pacientes que vivem situações semelhantes a enfrentar esta fase difícil de uma maneira muito especial. Vocês verão! 

Um grande abraço.

Renata e Liliana

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Anestesia no parto. Parte II

Posted on março 28, 2011 by No Comments

Continuando a série de esclarecimentos sobre Anestesia no Parto, publico as demais informações:

Quando terei o primeiro contato com o anestesiologista?

Na maioria das vezes, o primeiro contato ocorre no hospital, na véspera ou no dia do parto. Alguns anestesiologistas preferem realizar uma consulta em consultórios antes da internação hospitalar.

 Posso escolher o anestesiologista?

Sim. Pode e tem o direito de escolher o anestesiologista, da mesma forma que escolheu o obstetra ou clínico. O hospital possui equipe de anestesia própia e há cirurgiões que trabalham com anestesistas que os atendem habitualmente.

 Posso escolher o tipo de anestesia a ser utilizado?

Sim, é possível que você participe da escolha da técnica anestésica, levando-se em consideração também as indicações do anestesiologista e do obstetra.

 Há algum risco durante a anestesia?

Graças ao preparo criterioso da paciente, ao uso de equipamentos sofisticados e sistematicamente checados e à melhor qualidade das medicações utilizadas em anestesia, o risco anestésico tem sido reduzido significativamente nos últimos anos.

Porém , há riscos que podem estar relacionados ao estado de saúde da paciente, a doenças pré existentes ( como diabetes, problemas respiratórios, cardíacos, alergias etc.)

E à complexidade da cirurgia ou exame diagnóstico.

Que efeitos indesejáveis podem ocorrer após a anestesia?

Hoje, a melhor qualidade das medicações utilizadas em anestesia diminui, em muito, a ocorrência de efeitos indesejados. Porém, cada paciente reage diferentemente à anestesia e é possível existir náuseas, prurido (coceira), dor localizada e relacionada à posição da paciente na mesa de cirurgia ou exame, dor de garganta após receber anestesia geral (devido à introdução de um tubo siliconiozado para garantir a respiração), dor nas costas ou dor de cabeça (após raquianestesia). Embora muito raras, podem ocorrer complicações mais sérias, como queda intensa da pressão arterial, convulsões ou parada cardíaca. Cada tipo de anestesia tem seus riscos e benefícios e cada paciente reage diferentemente à anestesia. É seu direito e dever perguntar ao anestesiologista sobre a anestesia planejada, os riscos inerentes e as possíveis complicações.

 Quais os cuidados para evitar reações alérgicas às medicações administradas  durante a anestesia?

É fundamental informar ao anestesiologista sobre qualquer alergia ( a alimentos, poeira, produtos químicos ou problemas em anestesias anteriores).Isso ajudará no planejamento anestésico e escolha da medicação apropriada minimizando o risco. No entanto, se ocorrer algum tipo de reação, o anestesiologista estará preparado para tratá-la. 

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Anestesia no Parto – Parte I.

Posted on março 11, 2011 by 2 Comments

Muitas gestantes criam muita expectativa com o momento do parto, por temerem a anestesia. Acredito que o esclarecimento desta técnica pode diminuir a ansiedade e o medo. Bem aplicada, a anestesia é uma grande aliada a um parto seguro.  Publicarei alguns trechos que retirei de um material interessante preparado pela equipe do Hospital Albert Einstein. Transcrevo-os, e espero que sejam úteis:

O que é anestesia?
Anestesia constitui a ausência total de dor durante procedimento médico ( cirurgias ou exames para diagnósticos).

Pode ser geral ou parcial ( também chamada de regional). Na anestesia geral, você dorme e o seu corpo fica anestesiado por inteiro. Na anestesia parcial, apenas uma parte do corpo fica anestesiada e você pode dormir ou permanecer acordada, dependendo da associação de medicamentos sedativos.

  Qual duração de uma anestesia?

A anestesia é feita para ter duração suficiente e proporcional à do procedimento realizado. 

Quais os tipos de anestesia utilizados em gestantes?

Raquianestesia ( Raqui ): em posição sentada ou deitada, o anestesiologista fará uma injeção local de anestésico na região lombar e introduzirá uma fina agulha profundamente até localizar o liquído cefalorraquidiano ( no qual a medula espinhal é envolvida ). Então, serão injetados de 2 a 4 ml de medicação anestésica, ocasionando a perda da sensibilidade dolorosa, do tato e dos movimentos das pernas.

Peridural: a técnica é semelhante, porém a agulha é introduzida mais superficialmente e o volume de anestésico é maior ( entre 20 e 30 ml ). A sensibilidade dolorosa e o movimento das pernas são abolidos e, frequentemente, o tato é preservado.

Bloqueio combinado raqui-peridural: reúne as vantagens dos dois métodos , permitindo início de ação rápido e injeção contínua de anestésico. Uma pequena quantidade de anestésico é injetada na raqui, obtendo-se redução da dor, sem impedir o movimento da pernas, o que permite andar. Habitualmente, esse tipo de bloqueio é realizado para controle da dor  (analgesia) no trabalho de parto.

Anestesia Geral: é utilizada muito raramente e em situações especiais onde haja impossibilidade de realizar as técnicas descritas ( deformidades na coluna, alterações de coagulação ).

 

Na próxima semana, publico mais informações. Um abraço

Renata

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