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Técnicas
de Reprodução Assistida:
Há
basicamente dois tipos de procedimentos, os de baixa complexidade,
geralmente realizados em consultórios e os de alta complexidade, realizados
em clínicas especializadas.
Em consultório:
Procedimentos
não-invasivos ou de baixa complexidade:
- Relação
sexual programada.
Este é o
tratamento básico da infertilidade. Se a avaliação do casal determina função
tubária, desenvolvimento folicular, desenvolvimento endometrial, e análise de
sêmen normal, você pode tentar a gravidez através da relação sexual com hora
marcada. A técnica é realizada para garantir que os espermatozóides estejam na
tuba uterina no momento em que o óvulo é liberado do ovário e comece a mover-se
pela tuba uterina.
O tratamento pode
incluir um ultra-som para determinar o desenvolvimento do revestimento uterino. |
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- Inseminação
intra-uterina (IIU).
Este
procedimento, também conhecido como “inseminação artificial”, envolve a
colocação de esperma lavado, no útero, através do colo, com um pequeno cateter.
O esperma pode ser colhido do marido ou de esperma congelado de doador,
dependendo de suas necessidades. |
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Em clínicas especializadas de
reprodução assistida:
Procedimentos
invasivos ou de alta complexidade:
- Fertilização in vitro (FIV).
A fertilização in
vitro + transferência de embriões (FIV-TE) é provavelmente a mais utilizada das
Técnicas de Reprodução Assistida (TRA). É freqüentemente conhecida como “bebê de
proveta” e tem ajudado aos casais inférteis conceber e dar à luz por mais de
duas décadas, pois o primeiro caso de sucesso de FIV foi em 1978 e ocorreu na
Grã-Bretanha. Desde então, milhares de bebês foram concebidos através da
FIV.
Para que uma
gravidez ocorra, um óvulo deve ser liberado do ovário e unir-se a um
espermatozóide. Esta união, chamada de fertilização, normalmente ocorre dentro
da tuba uterina. Durante o processo da FIV, contudo, esta união ocorre no
laboratório após a coleta dos óvulos e do esperma. Os óvulos fertilizados são
então transferidos para o útero para continuar o desenvolvimento.
Casos em
que a FIV pode ser recomendada.
- Doença
tubária.
-
Endometriose.
- Problemas
cervicais.
- Infertilidade
“sem explicação”.
- Falha da
IIU.
- Problemas
masculinos. |
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- Injeção
intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI).
Para que a
fertilização in vitro tenha sucesso, é necessária a presença de um número mínimo
de espermatozóides com morfologia e motilidade adequados. Porém muitos homens não estão enquadrados
nesta situação.
A ICSI é um tipo
de fertilização assistida microcirúrgica que envolve a injeção de um único
espermatozóide diretamente dentro de um óvulo, com o auxílio de
micromanipuladores, que são instrumentos sofisticados que operam micropipetas
(procedimentos de micromanipulação). Nos últimos anos, vários métodos de
fertilização assistida microcirúrgica foram desenvolvidos para serem usados
quando o homem apresenta pouca motilidade espermática e/ ou baixa contagem de
espermatozóides.
A ICSI permite
uma taxa de fertilização muito maior para estas pacientes com fertilidade
“normal” em mais de 50% dos óvulos. Os óvulos para ICSI são obtidos exatamente
da mesma maneira que na FIV. Após a retirada do óvulo, as células que circundam
cada óvulo são cuidadosamente removidas. Os óvulos são examinados sob um
microscópio e apenas aqueles considerados maduros estão adequados para a
injeção. Em geral, 70% dos óvulos obtidos estão adequados para a ICSI. O
espermatozóide é lavado e preparado. O óvulo e o espermatozóide são então
colocados em um microscópio especial com micromanipuladores acoplados. Um
microcomputador mantém o óvulo no lugar, enquanto o outro é utilizado para
injetar o espermatozóide no óvulo. Os procedimentos restantes são similares aos
da FIV padrão com respeito a incubação dos óvulos e transferência dos embriões
resultados.
Casos em
que o ICSI pode ser recomendado.
- Número baixo de
espermatozóides móveis com morfologia normal.
- Problemas com
acoplamento e penetração do espermatozóide no óvulo.
- Anticorpos
anti-espermatozóides (proteínas imunológicas ou protetoras que atacam e destroem
o espermatozóide) prejudicando a fertilização.
- Falha anterior
de fertilização com cultura e métodos de fertilização da FIV padrão.
- Ausência de
espermatozóide no fluido seminal. |
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